Cold Emailing Jason Beraud: Técnicas que Convertem
As técnicas de cold emailing de Jason Beraud transformaram sequências ignoradas em máquinas de agendamento de reuniões qualificadas. Sem teoria abstrata — correções em tempo real em e-mails reais, com empreendedores reais.
Veja o que Jason ensina em seus workshops e por que isso funciona.
O erro que 90% dos empreendedores cometem
Jean-Philippe passou horas em seus e-mails. Ele estava mirando em joalheiros e cutelarias com seu material inovador. Resultado: zero respostas.
Jason Beraud leu o primeiro e-mail e disse: "Seus e-mails são muito longos. E você se apresenta demais."
Esse é o clássico erro. Confunde-se cold email com folheto comercial. Um cold email não está lá para vender. Ele está lá para conseguir uma reunião.
A regra fundamental: partir do cliente, não do produto
Jason nunca começa com "aqui está o que eu faço". Ele começa com: "aqui está o problema que você tem."
Para Jean-Philippe, ele investigou: o que realmente frustra um cutelaria? Produto feito na China. Materiais que estão em toda parte. A impossibilidade de contar uma história de sourcing.
Só depois de identificar essa frustração é que o e-mail ganha forma.
Antes (versão Jean-Philippe)
Um bloco de 200 palavras. Apresentação da empresa, descrição do micarta, lista de vantagens, chamada para ação vaga.
Depois (versão Jason)
Assunto: "Micarta?"
"Olá [Nome],
Eu ajudo cutelarias da região [XYZ] a criar facas com o material micarta de Nîmes feito de material reciclado.
Já ajudei uma dezena de cutelarias a criar facas sob medida de inspiração denim que se destacam das facas tradicionais.
Em média, os cutelarias observam que seus clientes apreciam essa tendência e aumentam suas vendas em 4-5% para uma nova clientela (mais jovem).
Você gostaria de saber mais sobre facas de Nîmes que você pode vender?"
80 palavras. Problema. Prova social. Benefício quantificado. Pergunta simples.
A estrutura Problema – Solução – Benefício
Jason aplica a mesma lógica para Christophe, consultor em estratégia PME/ETI.
Assunto: "Pergunta Jean-Marc"
"Olá Jean-Marc,
Eu ajudo os líderes de ETIs e PMEs a realinhar as equipes de marketing e vendas para aumentar sua margem em até +10%.
Já ajudei 34 empresas a se reestruturar.
Com a empresa X, validamos uma oferta e um mercado que gerou +23% de receita e +23% de margem.
Você está aberto à ideia de se reestruturar para alcançar seus objetivos de 2024?"
Note os detalhes. Não "uma trintena de empresas". 34 empresas. Não "aproximadamente 20%". +23% de receita.
A psicologia dos números precisos
Jason insiste nisso em cada correção: "Sempre coloque um número preciso. Não é 30, não é uma trintena."
Por quê? Porque "34 empresas" soa verdadeiro. "Uma trintena" soa inventado.
Um número preciso cria uma credibilidade imediata. O leitor pensa: essa pessoa contou. Ela sabe o que está fazendo.
Aplicar isso a cada afirmação em seus e-mails. Não "vários clientes satisfeitos". Não "bons resultados". Números reais, precisos, verificáveis.
A sequência de Fibonacci para espaçar os follow-ups
Esse é um dos segredos menos conhecidos de Jason. A maioria das pessoas envia follow-ups a cada 3 dias. Jason usa a sequência de Fibonacci:
| Prazo antes do próximo | |
|---|---|
| E-mail 1 | → 2 dias |
| E-mail 2 | → 3 dias |
| E-mail 3 | → 5 dias |
| E-mail 4 | → 8 dias |
| E-mail 5 | → 13 dias |
| E-mail 6 | — |
A lógica é simples. Quanto mais você envia, mais chances você tem de ser visto. Mas quanto mais você envia, mais você corre o risco de incomodar. Então, quanto mais você envia, mais você espaça.
Essa progressão matemática otimiza a persistência sem criar assédio.
As palavras de spam que sabotam suas campanhas
Christophe havia escrito "reunião gratuita de descoberta". Jason reagiu imediatamente.
"Nunca coloque 'grátis' em um e-mail. É uma palavra de spam. Sempre. E até 'oferecido' pode cair na armadilha."
Os filtros anti-spam detectam essas palavras. Seu e-mail nunca chega à caixa de entrada. Não importa a qualidade do conteúdo.
Palavras a serem banidas absolutamente:
- Grátis
- Oferta especial
- Promoção
- Desconto
- Clique aqui
- Urgente
A regra: se parecer com publicidade, vai parar no spam.
Multiplicar os ângulos de ataque
Jason recomenda não apostar em um único ângulo. Para Christophe, ele identifica quatro propostas de valor distintas:
- Desempenho comercial — refazer os processos para vender mais
- Desempenho de mercado — identificar melhor seu público-alvo
- Ganho de tempo — reorganizar as equipes
- Go-to-market — conquistar novos mercados
"Você pode fazer duas ou três. Você faz apenas 100-150 e-mails, envia e observa qual responde melhor."
Isso é teste A/B aplicado ao cold emailing. Sem teoria. Dados reais.
Essa abordagem é particularmente eficaz quando você tem uma base de contatos qualificada. A IBLead permite que você extraia listas de negócios do Google Maps — mais de 50 milhões de empresas em 37 países, filtradas por setor, cidade, nota do Google e mais. Por 44€ para 10.000 contatos, você tem o que testar vários ângulos sem se arruinar.
Nunca fale de preços no primeiro e-mail
Jean-Philippe havia mencionado suas tarifas. Jason decidiu: "Sem tarifa, sem desconto, sem nada, não importa!"
O preço em um primeiro e-mail mata a conversa antes que ela comece. O prospect ainda não tem contexto. Ele vê um número sem valor associado. Ele diz não.
O objetivo do cold email não é vender. É obter uma troca. O preço vem depois, quando o valor é estabelecido.
A técnica do ego para o último e-mail
O 5º ou 6º e-mail da sequência joga com uma psicologia diferente.
"Olá [Nome],
Não recebi resposta sua...
Você não está interessado? Você não tem tempo para me responder? Você não é a pessoa certa?
Se você não é a pessoa certa, me diga quem devo contatar em seu lugar.
Se o tempo está curto, aqui está minha agenda: [link]"
"O objetivo é um pouco tentar cutucar o ego", explica Jason.
Esse e-mail funciona porque força uma reação. Ou o prospect responde para se justificar. Ou ele redireciona para a pessoa certa. Em ambos os casos, você avança.
Passar de vendedor a conselheiro: a mudança de postura
A transformação mais importante nas correções de Jason não é técnica. É uma questão de postura.
| Abordagem de vendedor | Abordagem de conselheiro |
|---|---|
| "Eu sou..." | "Eu ajudo..." |
| "Meu produto faz..." | "Meus clientes obtêm..." |
| ">Você quer comprar?" | "Você quer uma auditoria?" |
Essa mudança de vocabulário altera a percepção do destinatário. Você não é mais alguém que quer tirar dinheiro dele. Você é alguém que resolveu o problema de 34 outras empresas como a dele.
As três famílias de ângulos universais
Jason resume sua grade de leitura em três categorias que se aplicam a todos os setores:
- Fazer ganhar dinheiro — aumentar a receita, a margem, o ticket médio
- Fazer ganhar tempo — automatizar, delegar, simplificar
- Flatter inteligentemente — "o que você faz é bom, pode ser ainda melhor"
Cada negócio que você mira responde a uma dessas três motivações. Identifique qual antes de escrever uma única linha.
A IA: ferramenta ou muleta?
Jean-Philippe confessou ter usado o ChatGPT para redigir seus e-mails. Jason reagiu sem rodeios.
"Você não fez seu dever de casa! Essas são ferramentas excepcionais, mas não estão aqui para substituir você. Elas estão aqui como uma extensão do cérebro."
O problema com o ChatGPT usado de forma bruta: ele gera e-mails genéricos. Polidos, bem estruturados e completamente intercambiáveis. Ninguém responde a um e-mail que poderia ter sido enviado por qualquer um para qualquer um.
Jason recomenda criar um GPT personalizado, treinado no seu estilo, seus casos de clientes, suas formulações. A IA como acelerador, não como substituto.
Testar antes de escalar
Jason insiste em um ponto que muitos ignoram: não escale antes de validar.
"O que é interessante para você é ter o máximo de pessoas online que vão te dizer quais são os argumentos que os tocam."
100 a 150 e-mails por ângulo. Meça as taxas de abertura, as taxas de resposta, os tipos de respostas. Então escale o ângulo que performa.
Escalar uma sequência que não converte é apenas queimar mais contatos mais rápido.
A entregabilidade: o pré-requisito invisível
Ter a melhor sequência do mundo não serve de nada se seus e-mails vão parar no spam.
Os pontos-chave:
- Evitar palavras de spam (veja acima)
- Não enviar em massa de um domínio novo
- Aquecer seu domínio gradualmente
- Respeitar os espaçamentos de Fibonacci
- Propor sempre uma opção de descadastramento
A entregabilidade é a base. Sem ela, todo o resto é inútil.
As 7 regras do cold email segundo Jason Beraud
- Concisão — 4 a 5 linhas no máximo por e-mail
- Partir do cliente — problema antes da solução
- Números precisos — 34 empresas, não "uma trintena"
- Zero palavras de spam — "grátis" é banido para sempre
- Fibonacci — espaçamentos de 2-3-5-8-13 dias
- Testar vários ângulos — dinheiro, tempo, ego
- Postura de conselheiro — acompanhamento, não venda
Essas sete regras não são opiniões. São correções aplicadas em tempo real em e-mails reais, com resultados mensuráveis.
FAQ — Cold emailing e prospecção B2B
O cold emailing é legal na França?
Sim, para prospecção B2B. Você deve respeitar o RGPD: oferecer uma opção clara de descadastramento e usar dados obtidos legalmente. A prospecção entre profissionais é permitida.
Qual taxa de resposta esperar de uma campanha de cold emailing?
A média do setor varia entre 1% e 4%. Com as técnicas de Jason Beraud — personalização, números precisos, ângulos múltiplos — alguns alcançam 15 a 20% em nichos bem segmentados.
Quantos e-mails em uma sequência?
Jason recomenda no máximo 5 a 6 e-mails. O último usa a técnica do ego. Após 6 contatos sem resposta, passe para outra coisa.
Como escolher o ângulo de ataque certo?
Teste 2 a 3 ângulos em 100 a 150 e-mails cada. Meça as taxas de resposta. Escale o ângulo vencedor. Não adivinhe — teste.
É necessário personalizar cada e-mail manualmente?
Não. Personalize a estrutura e as variáveis-chave (nome, empresa, setor, número relevante). A IA pode acelerar esse trabalho se for treinada no seu estilo. O objetivo é que cada e-mail pareça escrito para uma única pessoa.
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